Diagnóstico eleitoral · dados abertos do TSE e da Câmara Municipal

O vereador que mais trabalha na Câmara é o 34º mais eficiente em voto.

Ronilson Reis dobrou a votação em quatro anos e lidera a produção legislativa de Goiânia. Também gasta quase três vezes a mediana por voto e espalha a votação mais fino que qualquer colega do topo. Este é o retrato completo, urna por urna e real por real.

Candidato Ronilson de Souza Reis · Vereador, Goiânia Base 2016 · 2020 · 2024 · legislatura 2026 Levantado em 17.08.2026 Por Marcos e Guylherme

O veredito

Não é problema de esforço. É problema de conversão.

Quatro números explicam o mandato inteiro. Está entre os quatro parlamentares de maior produção legislativa da Casa, com quase cinco vezes a mediana. É o 34º mais eficiente em custo por voto entre os 37 eleitos. Tem a votação mais diluída do grupo de topo — 2,9 votos por seção, quando quem está à frente faz 5,4. E teve 61% da campanha bancada pela direção nacional do partido.

Traduzindo: o trabalho existe, é medido e é público. Ele só não está virando voto — e o dinheiro que deveria fazer essa conversão está sendo aplicado onde ela não acontece. Como a maior parte desse dinheiro é do partido, quem avalia o resultado não é só o eleitor.

Produção na Câmara4º179 matérias · 70% como relator
Custo por votoR$ 88,00mediana dos eleitos: R$ 31,54
Fundo do partido61%da campanha · R$ 350 mil
Votação 20246.46817º de 653 · era 33º

Trajetória

O crescimento é real e é maior que o da cidade

De 3.184 votos em 2020 para 6.468 em 2024. Não é efeito de comparecimento: o eleitorado nominal de vereador em Goiânia cresceu 38% e ele cresceu 103%. A fatia dele na cidade subiu de 0,672% para 0,986%.

Subiu 16 posições — de 33º entre 873 candidatos para 17º entre 653. Trocou de partido no meio do caminho, do PODE para o Solidariedade, e cresceu mesmo assim.

O custo do voto

R$ 569 mil para 6.468 votos

Este é o número mais importante da campanha. A campanha de 2024 contratou R$ 569.202 em despesas — 74% do teto legal do cargo. Dividido pela votação, dá R$ 88,00 por voto.

A mediana entre os 37 eleitos é R$ 31,54. Ele está em 34º lugar em eficiência. Só três eleitos gastaram mais caro por voto que ele.

Custo por voto — eleitos selecionados, 2024

Despesa contratada dividida pela votação nominal. Barra menor é melhor. A linha tracejada marca a mediana dos 37 eleitos (R$ 31,54).

Ronilson Reis Demais Mediana dos eleitos

Henrique Alves fez 8.918 votos gastando R$ 80.711. Ronilson fez 6.468 gastando R$ 569.202.

38% mais votos, com sete vezes menos dinheiro. E dentro do próprio Solidariedade, Raphael da Saúde fez 5.026 votos com R$ 38.150 — 78% da votação do Ronilson, com 6,7% do orçamento.

Para onde o dinheiro foi

57% da campanha virou folha de pagamento

A distribuição do gasto explica o custo por voto melhor que qualquer outra coisa. De cada R$ 100 gastos, R$ 57 foram para despesas com pessoal — 317 lançamentos, R$ 326.550 no total.

Composição do gasto de campanha · 2024
CategoriaValor% do total
Despesas com pessoalR$ 326.55057,4%
Publicidade por materiais impressosR$ 133.74023,5%
Locação de bens imóveisR$ 25.5774,5%
Transporte e deslocamentoR$ 22.0003,9%
Serviços de terceirosR$ 22.0003,9%
CombustíveisR$ 21.7503,8%
Impulsionamento de conteúdoR$ 2.0000,35%
Militância e mobilização de ruaR$ 00%

Duas linhas dizem tudo. Zero em militância e mobilização de rua. R$ 2.000 em impulsionamento digital — 0,35% do orçamento, num universo em que 248 dos 685 candidatos a vereador de Goiânia investiram nesse item.

Compare com Sargento Novandir, que fez 9.762 votos: 54% do orçamento dele foi para militância e mobilização de rua. Custo por voto: R$ 17,02. Ou com Pedro Azulão Jr, 8.759 votos, que concentrou em material impresso, carro de som e impulsionamento — R$ 15,82 por voto.

A campanha comprou estrutura. O próximo ciclo tem espaço pra também comprar presença — sem abrir mão da estrutura que já funciona.

De onde veio o dinheiro

61% da campanha foi bancada pela direção nacional do partido

A receita declarada foi de R$ 571.476. Desse total, R$ 350.000 vieram do Fundo Eleitoral, repassados pela Direção Nacional do Solidariedade — 61,2%. O restante veio de doações, sendo a maior de R$ 100.000, e de recursos próprios.

Isso é, ao mesmo tempo, o maior ativo e o maior risco do mandato. Ativo porque significa que ele é candidato prioritário do partido. Risco porque a decisão de repetir esse aporte em 2028 não é dele — e o critério de quem decide é rendimento.

Votos obtidos por R$ 1.000 de Fundo Eleitoral — candidatos do Solidariedade em Goiânia

O partido distribuiu R$ 2,15 milhões entre seus candidatos na capital. Barra maior é melhor: mais voto por real repassado.

Ronilson Reis Suplentes que quase passaram Demais eleitos do partido

Leandro Sena recebeu R$ 50 mil e fez 5.113 votos. Ronilson recebeu R$ 352 mil e fez 6.468.

Em rendimento do dinheiro do partido, Leandro Sena é 5,6 vezes mais eficiente — e ficou fora da Câmara por 8 votos. Raphael da Saúde não recebeu nada de fundo e fez 5.026.

Fundo Eleitoral no Solidariedade · Goiânia, 2024
CandidatoFundo recebido% do fundo do partidoVotosVotos por R$ milResultado
Ronilson ReisR$ 352.25016,4%6.46818,4Eleito
Léo JoséR$ 366.25017,0%5.26714,4Eleito
Welton LemosR$ 316.25014,7%5.12116,2Por média
Leandro SenaR$ 50.0002,3%5.113102,3Suplente
Raphael da SaúdeR$ 00%5.026—Suplente

Os três eleitos do partido consumiram 48% de todo o Fundo Eleitoral distribuído pelo Solidariedade em Goiânia. Os dois primeiros suplentes, juntos, ficaram com 2,3%.

E o padrão se repete fora do partido: nove dos 37 eleitos receberam menos de R$ 1.000 de fundo, e a votação mediana desse grupo foi de 6.953 votos — mais alta que a do Ronilson. Pedro Azulão Jr fez 8.759 votos com 99,3% de recursos próprios e doações. Sargento Novandir fez 9.762 sem um centavo de fundo.

Esse é o ponto mais acionável deste diagnóstico: o dinheiro do partido não está comprando voto — está sustentando um modelo de campanha caro, e dá pra virar isso a favor dele mudando pra onde o mesmo real rende mais voto. Quem decide o repasse de 2028 tem acesso exatamente a esta mesma tabela — chegar nela com a conta arrumada é o que garante o próximo aporte.

Densidade

A votação mais espalhada do grupo de topo

Aqui está a consequência direta do modelo de campanha. Os 6.468 votos estão distribuídos por 2.265 seções em 93 locais — média de 2,9 votos por seção. São necessárias 1.225 seções para somar 80% da votação dele.

Quantas seções cada um precisa para somar 80% da própria votação

Menos seções significa voto adensado, base identificável e mobilização barata. Mais seções significa voto pulverizado, difícil de defender e caro de manter.

Ronilson Reis Demais eleitos

Sargento Novandir faz 9.762 votos em 413 seções. Ronilson faz 6.468 em 1.225.

Novandir extrai 5,4 votos de cada seção onde está. Ronilson extrai 2,9. É a mesma cidade, o mesmo eleitorado e o mesmo número de urnas — a diferença está em onde a base de cada um está concentrada hoje, e isso é o que dá pra recalibrar.

Vale calibrar um ponto aqui: a leitura comum de que ele seria um candidato "de território" pede ajuste. Pela medida usual — quanto da votação vem dos três maiores bairros — Ronilson faz 16,0%. Major Vitor Hugo faz 19,1%, Professor Edward 19,6%, Pedro Azulão Jr 19,9%. Ele é menos concentrado que os líderes da cidade, não mais.

Território

O que ele tem de verdade se chama Vera Cruz

Dito o limite, o ativo é real. No eixo Vera Cruz I, Vera Cruz II e Parque Eldorado Oeste ele faz 904 votos — 14% do total — com penetração entre 3,7% e 4,9%, contra uma média de 0,99% no resto da cidade.

Penetração por bairro — % dos votos de vereador do bairro, 2024

Onze maiores bairros por volume de voto dele. A linha tracejada marca a média dele na cidade (0,99%).

Eixo Vera Cruz Demais bairros Média dele na cidade
As seis urnas onde ele domina · 2024
Local de votaçãoVotosShare do local
C. E. Profª Eva Assunção Conjunto Vera Cruz II1765,92%
E. M. Profª Antônia Maranhão do Amaral Conjunto Vera Cruz II674,97%
C. E. Solon Amaral Conjunto Vera Cruz II1774,52%
E. M. Profª Nara do Carmo Rezende Amorim Parque Eldorado Oeste1214,47%
E. M. Laurindo Sobreira do Amaral Conjunto Vera Cruz II1094,40%
E. M. Bernardo Elis Bairro São Carlos894,39%

No Colégio Estadual Profª Eva Assunção, 1 em cada 17 votos de vereador foi nele.

E a conquista é recente: em 2020 ele era o 2º do eixo, com 497 votos e 3,74%, atrás de Márcio Siqueira (PT). Em 2024 virou o 1º, com 904 e 5,09%. O antecessor não disputou a reeleição — parte do salto é vaga aberta —, mas o share subiu de verdade.

Eixo Vera Cruz · 2020

  1. 1Márcio Siqueira PT699 · 5,27%
  2. 2Ronilson Reis497 · 3,74%
  3. 3Sérgio Augusto Severo466 · 3,51%
  4. 4Isaías Ribeiro359 · 2,70%

Eixo Vera Cruz · 2024

  1. 1Ronilson Reis904 · 5,09%
  2. 2Jeovane Lopes PRTB752 · 4,23%
  3. 3Bessa DC544 · 3,06%
  4. 4Pedro Azulão Jr MDB512 · 2,88%

Vale registrar o que sustentou esse crescimento e não se repete: em 2020, 25,4% dos votos de vereador do eixo foram para candidatos com registro indeferido — 4.508 votos anulados, o maior deles para Eduardo Grillo (PMB), que era o mais votado da região e estava inapto. Esse bloco voltou ao jogo em 2024 e ele foi quem mais capturou. Em 2024 o voto anulado no eixo caiu para 1,4%. A fonte secou.

As duas ameaças

Uma vem de fora. A outra vem de dentro do próprio partido.

A de fora tem nome: Jeovane Lopes (PRTB). Fez 1.300 votos na cidade, dos quais 752 dentro do eixo — 58% de tudo que produziu. Primeira campanha, ficou suplente, e chegou a 4,23% da praça contra 5,09% do Ronilson.

E já passou à frente num pedaço: em Conjunto Vera Cruz I, Jeovane é o 1º colocado com 265 votos contra 254 do Ronilson. A liderança do eixo hoje se sustenta em Vera Cruz II.

A ameaça de dentro é mais silenciosa e mais provável.

Ele foi eleito por quociente partidário. O Solidariedade fez 45.418 votos e conquistou três cadeiras. Quem ocupa essas cadeiras são os três mais votados da lista — e a distância dele para o quarto colocado do próprio partido é de 1.355 votos, ou 21% da sua votação.

Lista do Solidariedade · 2024

  1. 1Ronilson Reis6.468 · eleito
  2. 2Léo José5.267 · eleito
  3. 3Welton Lemos5.121 · por média
  4. 4Leandro Sena5.113 · suplente
  5. 5Raphael da Saúde5.026 · suplente

O que isso significa

  1. ·Quociente eleitoral 202418.346
  2. ·Solidariedade, votos totais45.418
  3. ·Cadeiras conquistadas3
  4. ·Ronilson dentro do partido14,5%
  5. ·Margem sobre o 4º1.355 votos

A cadeia de risco é essa: Jeovane não disputa a cadeira do Ronilson diretamente — ele é de outro partido. O que ele faz é erodir a votação do Ronilson dentro de Vera Cruz. Uma perda de 1.400 votos ali, combinada com o crescimento natural de um colega de chapa, entrega a cadeira a um correligionário mesmo que o Solidariedade mantenha as três vagas.

Raphael da Saúde, o 5º da lista, fez 5.026 votos com R$ 38 mil e é o 1º colocado no Jardim Novo Mundo — bairro onde o Ronilson tem 126 votos e ocupa a 36ª posição. Ele tem território próprio e custo baixo. É o perfil que cresce.

O trabalho que não aparece

Muito volume, na parte que o eleitor não vê

Varrendo as 567 pautas de sessão publicadas pela Câmara entre 2024 e 2026 — 1.188 matérias distintas que foram a plenário — Ronilson Reis aparece em 179: autor de 54 e relator de 125. É o 4º maior volume entre os 37 eleitos, quase cinco vezes a mediana da Casa, que é de 38.

E ele acelerou depois de reeleito: nas pautas de 2024 foram 46 matérias; em 2025 e 2026, 138. Mesmo corrigindo pelo número de pautas de cada período, é quase o dobro de intensidade.

Matérias em plenário por parlamentar · 567 pautas de 2024–2026
VereadorPartidoAutoriaRelatoriaTotal% relatoriaVotos 2024
Willian VelosoPL8014022064%5.491
Geverson AbelRepublicanos3215618883%9.220
Anselmo PereiraMDB7610418058%7.951
Ronilson ReisSolidariedade5412517970%6.468
Igor FrancoMDB738615954%8.057
Isaías RibeiroRepublicanos815313440%7.657
Aava SantiagoPSDB64228626%10.482
GCM Romário PolicarpoPRD450450%11.496
Major Vitor HugoPL312336%15.678
Professor EdwardPT45956%13.573

As quatro últimas linhas contam a história. Os quatro mais votados de Goiânia estão todos na metade de baixo da produção. Professor Edward, segundo mais votado da cidade com 13.573 votos, tem 9 matérias — contra as 179 do Ronilson.

A correlação entre volume de produção legislativa e votação, entre os 37 eleitos, é de r = 0,036. Praticamente zero. Produzir na Câmara não basta sozinho — precisa virar comunicação pra render voto também.

Relatoria é trabalho de verdade: aprimorar o projeto do colega antes de virar lei pra cidade.

Das 179 matérias, 125 são dele como relator — analisar, corrigir, dar parecer técnico numa proposta alheia em comissão. É trabalho indispensável pra Casa funcionar bem. O problema não é o tipo de trabalho: é que o crédito público dessa entrega fica sempre com o autor do projeto, nunca com quem relatou. Isaías Ribeiro inverte a conta — 40% de relatoria — e Aava Santiago, 26%.

Entre o que ele assina como autor — 40 requerimentos —, a maior fatia é pedido de sessão especial em homenagem: 26, ou 65%. É prática comum na Casa, não exclusividade dele — Anselmo Pereira tem 81% de sessões especiais, Isaías Ribeiro, 91%. Pedidos de informação ou fiscalização somam dois, 5% do total — e é aí que mora a oportunidade: espaço pra assinar mais coisa com o nome dele, sem abrir mão do resto.

Ronilson Reis · 6.468 votos

  1. ·Matérias em plenário179 · 4º
  2. ·Relatoria de projeto alheio70%
  3. ·Requerimentos cerimoniais65%
  4. ·Fiscalização5%

Aava Santiago · 10.482 votos

  1. ·Matérias em plenário86 · 13º
  2. ·Relatoria de projeto alheio26%
  3. ·Requerimentos cerimoniais18%
  4. ·Fiscalização82%

Aava Santiago produz metade do volume do Ronilson e tem 62% mais voto. A diferença não está em quanto se trabalha — está em qual trabalho aparece pra fora. O dela é autoral e fiscalizatório: rende manchete, rende embate, rende nome. O dele é relatoria de comissão e sessão de homenagem: entrega serviço técnico real pra Casa, mas o crédito não sai de dentro dela.

É por isso que 179 matérias convivem com 2,9 votos por seção. E é a oportunidade mais barata deste diagnóstico inteiro — não exige trabalhar mais, exige comunicar diferente o que já é feito.

O que sobra na mesa

7.855 eleitores da base não votaram

Nas nove urnas do eixo Vera Cruz há 28.119 eleitores aptos. Compareceram 20.264. Faltaram 7.855 — 27,9%, praticamente igual à média de Goiânia, que foi de 28,2%.

Aplicando a taxa de conversão que ele já tem no território (5,09% dos votos válidos), esse contingente representa cerca de 400 votos — 44% de tudo que ele faz no eixo hoje, disponíveis sem disputar um único eleitor com adversário.

Duas urnas puxam a abstenção para cima e são as mais fracas dele no eixo: Escola Neio Lúcio Naciff (33,2% de abstenção) e Colégio Estadual João José Coutinho (30,1%).

Aptos no eixo28.119nove urnas
Não compareceram7.85527,9%
Potencial na taxa atual~400votos · +44% no eixo
Urnas onde perdeu voto18−102 votos vs 2020

O que os dados recomendam

Cinco movimentos até 2028

1 · Custo

Cortar folha, comprar presença

R$ 326.550 em pessoal produziram 2,9 votos por seção. R$ 90.200 em militância de rua produziram, para o Novandir, 5,4 votos por seção e 9.762 votos totais. A troca de composição, mantido o mesmo orçamento, é a alavanca isolada de maior impacto.

Meta concreta: sair de R$ 88,00 para a mediana dos eleitos, R$ 31,54. Ao mesmo orçamento, isso é uma campanha de 18 mil votos.

2 · Defesa

Retomar Vera Cruz I e blindar Vera Cruz II

Jeovane Lopes já lidera Vera Cruz I por 11 votos e tirou 58% da votação dele do eixo. A liderança do território hoje depende inteiramente de Vera Cruz II. São seis urnas nominais para defender, todas mapeadas neste documento.

3 · Conversão

Somar autoria própria à relatoria, e homenagem a entrega

A relatoria é trabalho real e não é o problema — é estrutura da Câmara: o crédito de um parecer fica sempre com o autor do projeto, nunca com quem relata. O que dá pra mudar é o que ele já assina como autor, hoje majoritariamente sessão de homenagem. O caminho não é relatar menos: é somar mais autoria própria ao que já faz. Menos homenagem, mais pedido de serviço com endereço.

E o que já existe precisa chegar à base: comunicação dirigida às nove urnas do eixo, nominalmente, com nome de rua e de escola. Com R$ 2.000 de investimento digital em 2024, há espaço óbvio de teste a custo baixo.

4 · Abstenção

Ir buscar os 7.855 que não foram votar

É o único crescimento que não exige tirar voto de ninguém. Começar pelas duas urnas de maior abstenção do eixo — Neio Lúcio Naciff e João José Coutinho —, que são também as de menor penetração dele.

5 · Partido

Vigiar a lista, não só o adversário

A margem sobre o 4º colocado do Solidariedade é de 1.355 votos. Raphael da Saúde fez 5.026 votos com R$ 38 mil e domina o Jardim Novo Mundo. Leandro Sena fez 5.113 com R$ 50 mil de fundo — 5,6 vezes mais voto por real que o Ronilson.

A disputa pela cadeira, em 2028, começa dentro da própria chapa, e o primeiro round é a divisão do Fundo Eleitoral. Chegar nessa conversa com custo por voto arrumado é o que garante o aporte; chegar com R$ 88,00 é o que faz o dinheiro mudar de mão.

Sobre este trabalho

Feito só com dado público, sem ter perguntado nada a ninguém

Nenhuma pesquisa, nenhuma entrevista, nenhuma informação de bastidor. Boletim de urna do TSE, prestação de contas eleitoral e as pautas publicadas pela própria Câmara — tudo aberto, tudo conferível.

O que está aqui é o retrato. O passo seguinte seria transformar os cinco movimentos em plano com prazo, responsável e meta, medindo urna a urna até 2028.

Se fizer sentido, a conversa é essa. Uma hora, sem compromisso, para montar junto o plano dos primeiros 90 dias.

Marcos Deogenes e Guylherme — análise de dados eleitorais e estratégia de campanha.